Viver Telheiras

Cicloturismo nacional – vamos ao próximo passo?

O Ciclista Urbano / Março 13, 2014

Portugal tem imenso potencial para cicloturismo. Tem as condições naturais, Sol, magníficos e diversificados lugares e gentes que sabem receber, e os potenciais cicloturistas, os portugueses, dado que não é preciso ser abastado para praticar cicloturismo.

Por outro lado, para fazer cicloturismo (ou para usar a bicicleta no dia a dia) é necessário ter a visão e a inteligência de não ver a bicicleta como um brinquedo de criança ou de um “hobby para quem não trabalha” – a minha favorita entre todos os chavões sobre o uso da bicicleta por parte dos detractores. Neste capítulo, lentamente, estamos a virar a página.

Voltando ao potencial, e como ter potencial por si só não chega, é preciso que as entidades responsáveis invistam nesta área. Falo de câmaras municipais, de juntas de freguesias, mas também de Ministérios/ Entidades públicas com responsabilidade no sector do turismo, desenvolvimento regional e económico.

Ao contrário do que se pensa, e que se pratica, para o cicloturismo não são necessários grandes investimentos, de biliões, para fazer ciclovias bonitinhas e pintadinhas, como se fossem mini auto-estradas – talvez seja um tique de construção migrado das verdadeiras AE’s, do “Tudo à grande!”.

Então, como se pode fazer?

O que pode fazer verdadeiramente a diferença, para aumentar seriamente a prática de cicloturismo em Portugal é a criação de uma rede abrangente. Esta rede não precisa (nem deve ser) de ciclovias bonitas ao lado de estradas principais. Esta rede precisa de ser feita utilizando todas as vias já existentes, utilizando sobretudo troços com as seguintes características:

  • Declives suaves ou inexistentes, privilegiando os vales, as margens de rios, etc.
  • Baixa densidade de tráfego automóvel, ou inexistente, seleccionando caminhos rurais, pedestres ou estradas muito secundárias.
  • Cicláveis, ou seja suficientemente lisos e confortáveis para a circulação de bicicletas de todo o tipo. Isto consegue-se sem necessidade de grandes investimentos (nos caminhos mais degradados, basta a construção de duas vias afastadas de 50cm cada, feitas de cimento ou similar)
  • Com interesse turístico/cultural. Não há qualquer dificuldade em conseguir isto, tal a riqueza nacional neste capítulo.

Além disto tudo, é necessário haver informação e divulgação, de forma a que os potenciais utilizadores possam dar o passo seguinte – realmente utilizar – sem grandes complicações ou surpresas. Sinalética, mapas, websites, App´s, brochuras, etc, etc.

Se a isto se juntar a possibilidade de transportar bicicletas nos transportes públicos, algo que tem vindo a ser cada vez mais uma realidade, temos reunidas todas as condições para dar o salto e poder ser um dos melhores países para cicloturismo da Europa, porque as condições naturais e culturais estão cá e são imbatíveis!

O Ciclista Urbano / Março 13, 2014

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