Viver Telheiras

Hoje a sopa é da nossa horta!

Histórias do Parque Hortícola / Dezembro 4, 2013

Somos dois hortelãos porque gostamos. Ninguém das nossas famílias exerce atividades agrícolas no presente. A horta biológica e familiar veio alterar a rotina das tarefas diárias, incluindo fins-de semana. Os trabalhos são muitos, exigem planificação e não podem esperar, qualquer que seja a estação do ano. Aqui não contamos nem com meios mecânicos, nem com regas automáticas ou pesticidas e mesmo a fertilização do solo é feita com composto orgânico. A primavera e o verão são as estações mais exigentes, não só pelas sementeiras e plantações mas também pelas regas. No verão, três dias consecutivos sem regar podem prejudicar o crescimento de muitas plantas.

Mas existe uma outra realidade que se sobrepõe a esta! É o convívio entre os hortelões. O que dizer do jantar de excelente memória em pleno parque hortícola confecionado com produtos unicamente produzidos nas hortas e cujo pretexto foi o equinócio de outono! Tantos talentos culinários que se revelaram nessa noite!

Uma horta urbana tem sido para nós uma boa ajuda contra a crise, faz bem à saúde e está na moda! Alguns residentes em Telheiras são sortudos por a Câmara Municipal de Lisboa ter cedido um pequeno talhão no parque hortícola de Telheiras em dezembro de 2012. Isso aconteceu na sequência de um processo de candidatura que teve como principal critério de seleção a menor distância da residência ao parque. É excelente ter um quarto com vista para a horta, o que acontece connosco!

O fenómeno das hortas urbanas é recente em Portugal. Na Europa, a Alemanha, desde os anos 60 do século XIX, e a Dinamarca são os países pioneiros, onde existem inúmeras associações de agricultores e jardineiros urbanos. Em Portugal, o nosso agradecimento ao arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles pela defesa inigualável de espaços rurais no interior das nossas cidades, privilegiando a qualidade ambiental e a existência de infraestruturas que, bem aproveitadas, podem ajudar na vida económica das famílias e potenciam o convívio comunitário. O nosso agradecimento à luta da Associação dos Residentes de Telheiras pela criação do parque hortícola e à CML pela concretização da ideia. O parque está bem estruturado e perfeitamente integrado na área urbana envolvente.

Muitas práticas e conhecimentos simples que resolvem problemas foram agora adquiridos e não deixam de ser novidade para citadinos como nós: a preparação do “chorume de urtigas” para utilização como inseticida natural no combate aos pulgões e afídios, das faveiras e feijoeiros; a influência lunar sobre as plantas e a melhor altura para plantar e semear (diz-se que entre o quarto crescente e a lua cheia devemos plantar tudo o que se desenvolve acima do solo -hortaliças e frutos); as associações favoráveis de flores/ervas aromáticas com plantas; as melhores combinações de plantações; como “capar” os tomateiros para melhor crescimento e produção ou ainda o corte do caule superior das faveiras para evitar o pulgão!

Ter uma horta urbana também é ser solidário! Produtos da horta, mesmo que não sejam excessos de produção, são redirecionados para a Refood – Núcleo de Telheiras, que os fará chegar a quem deles mais necessita.

“É malta, hoje a sopa é da nossa horta e temos courgettes recheadas!” Sabe bem e é bom! Os miúdos adoram e nós também. Desculpem, vamos jantar!

Fátima e Jorge Santos (Talhão 2), Parque Hortícola de Telheiras

Histórias do Parque Hortícola / Dezembro 4, 2013

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