Viver Telheiras

O Manifesto dos Setenta

Problemas e Oportunidades / Abril 17, 2014

O documento “Manifesto dos Setenta”, assumindo-se como uma proposta de política alternativa à política da “austeridade” que vem sendo realizada pelo actual Governo, em funções, desencadeou as mais diversas reacções, desde o aplauso,às críticas de inoportunidade, irrealismo, alertas perigosos para os mercados e os credores do País, defesa de posições pessoais dos signatários, etc.

Em democracia há sempre o direito à crítica livre do que acontece no espaço público, dentro dos amplos limites da Lei.

Em democracia acontecem sempre iniciativas, manifestações, protestos, manifestos, etc. independentemente de critérios de oportunidade ou de inoportunidade.

Os “mercados” representados por várias instituições financeiras estão sempre “profissionalmente” informados sobre as potencialidades e carências dos países e Estados onde adquirem dívida e onde, portanto, são credores, porque isso é “alma do seu negócio”.

Já o Dr. Paulo Trigo Pereira, conhecido especialista em Finanças Públicas,em artigo no Público, tinha alertado que o País só atingiria o nível de 60% de Dívida Pública (nível estabelecido para todos os países da U.E.) ao fim de muitos anos e demonstrava-o quantitativamente. Igualmente o Presidente da República tinha chamado à atenção dessa realidade. Por outro lado qualquer leigo, minimamente informado, que estabeleça um quadro “excel” com as principais variáveis, P.I.B. ,receita do Estado, despesa do Estado, deficit, Dívida Pública, etc, chega às mesmas conclusões. Por isso o Manifesto dos Setenta não traz surpresa, nem alarme que já não existisse.

Por outro lado, é certo, que não existiu nenhuma alternativa política a este Governo que se apresentasse a sufrágio com um “plano de ajustamento” diferente. Por isso só em 2015 se pode construir alternativa diferente, a não ser que haja eleições antecipadas. Por isso, também é esta a nossa realidade presente. Não obstante a realidade da crise económica e social, com as suas sequelas na pobreza crescente, a falta de trabalho, a emigração qualificada, a falta de esperança, etc, observa-se uma certa acalmia dos mercados e uma melhor avaliação do País pelos seus credores.

Pessoalmente considero positiva a iniciativa do Manifesto dos Setenta e sou de opinião que precisamos de melhorar as condições gerais de pagamento da nossa dívida e encontrar espaço económica-financeiro para o investimento público e privado que nos faça retomar o ritmo do desenvolvimento e do progresso.

Pedro Lagido

 

Pedro Lagido tem 76 anos e vive no bairro há 30 anos, desde 1 de Julho de 1983. Está mais activamente ligado à ART desde 2002, quando se reformou após uma vida profissional de 40 anos, grande parte dela fora de Lisboa. Esteve quase 3 anos no serviço Militar. Trabalhou como engenheiro químico em várias indústrias e esteve na Assembleia Constituinte, como deputado pelo distrito de Leiria, onde foi, também, membro da Assembleia Municipal de Leiria. A sua motivação é viver plenamente estes anos, participar e dar um contributo da sua experiência pessoal e profissional, não só aos seus filhos e netos, mas a quem mais possa ser útil, e ser um cidadão interessado e participativo na vida da “polis”.

A temática que escolheu, ” Problemas e Oportunidades”, tem a ver com os tempos que estamos a viver e corresponde à experiência da civilização, da ciência, da cultura, da indústria,etc. em que, a seguir a um problema, surgem sempre oportunidades novas. Tem em mente publicar, de 15 em 15 dias, sobre alguns temas como: Terceira Idade; Crise e Oportunidades; A energia; Transportes de futuro; Liderança e Iniciativa ; Novos Modelos de economia, etc.

Problemas e Oportunidades / Abril 17, 2014

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