Viver Telheiras

Obrigado, Maria Luísa Bugalho!

/ Dezembro 20, 2013

O Centro Comunitário de Telheiras fez parte da primeira leva de edifícios que vieram substituir as quintas que, nos anos 70, eram a maioria do que hoje é Telheiras. Na altura em que iniciou a sua actividade, a meio dos anos 80, era um projecto-piloto da Segurança Social que juntava residências para idosos, centro de dia e apoio domiciliário. Maria Luísa Bugalho, directora do Centro Comunitário desde 2008, reformou-se no final do mês passado. Aproveitámos a ocasião para conhecer um bocadinho melhor a sua história e a relação que criou com o nosso bairro.

Ficámos a saber que, ao chegar a Telheiras teve hipótese de voltar às suas origens profissionais: desde o seu primeiro trabalho como assistente social nos anos 70, em Portalegre, que não tinha hipótese de ter um contacto tão próximo com as pessoas. Em Telheiras voltou, de certa forma, a encontrar esse espaço, trabalhando de perto com os utentes do Centro Comunitário e com as instituições com as quais colaborou ao longo destes 5 anos, sendo “um trabalho que pessoalmente me dá muito prazer, o contacto directo com as pessoas, o trabalho de base”.

No primeiro contacto com o bairro foi surpreendida pela realidade que encontrou: “quando aqui cheguei pensei que Telheiras era um bairro muito mais homogéneo e acabei por perceber que não, que era um bairro de facto muito heterogéneo, com populações muito diferentes. E, portanto, que precisava de uma série de respostas que eu pensei que num bairro destes não seriam necessárias.”

Ao fim destes anos de trabalho, e apesar de não residir no bairro, há muitas coisas em que se considera telheirense: “Se eu tivesse possibilidade de escolher [um sítio] para viver, não me importava nada de viver em Telheiras, porque é um bairro onde ainda se mantém uma característica que nas cidades como Lisboa já é difícil existir: ainda há um grande conhecimento das pessoas umas com as outras, ainda se consegue ter um relacionamento de alguma proximidade com as pessoas. Ainda há muitas pessoas que são sensíveis à problemática uns dos outros”. A heterogeneidade do bairro é muito importante, contribuindo para o tornar acolhedor. Para além disso é uma “zona com espaços verdes, em que as pessoas saem à rua, vão aos cafés e às esplanadas, as pessoas falam umas com as outras”, criando vida de bairro.

Guarda com especial carinho o contacto com alguns dos utentes do Centro Comunitário, que “fizeram sempre ver a importância deste trabalho e mostraram o seu reconhecimento pelo papel do Centro Comunitário”, e também “a abertura que a Associação de Residentes de Telheiras sempre demonstrou e que foi muito importante para este trabalho, e que recordo com muita estima e muito apreço”.

Leva consigo “o privilégio de ter trabalhado com uma belíssima equipa, pois são pessoas que estão mesmo dedicadas àquilo que fazem, fazem por gosto e não porque é o que têm de fazer. Fazem-no com muita alegria e muita dedicação, é uma equipa muito responsável e profissional”.  Não esquecerá algumas relações de amizade criadas com os utentes do Centro Comunitário, onde encontrou “pessoas com 90 e tal anos que têm uma força de viver que são inspiradoras e que, apesar de algumas dificuldades que vão tendo, nada os impede de prosseguir com uma vida activa, com objectivos, e com muita alegria, a querer viver com qualidade. Marcou-a também “o relacionamento com os vários parceiros que trabalham com os mesmos objectivos” de criar melhores condições de vida, em Telheiras e não só.

Da parte do Viver Telheiras fica a alegria por termos tido hipótese de trabalhar de perto com Maria Luísa Bugalho, que foi sempre um grande apoio para os nossos projectos, nomeadamente a Parceria Local de Telheiras, e nos recebeu sempre com a maior amabilidade e disponibilidade, sempre acompanhadas por um reconfortante sorriso.

/ Dezembro 20, 2013

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