Viver Telheiras

Paróquia emite comunicado sobre construção do Centro Paroquial

/ Junho 26, 2020

No âmbito da discussão pública recentemente lançada pela Câmara Municipal de Lisboa relativamente ao loteamento do terreno onde se prevê a construção de um centro paroquial, a Paróquia de Telheiras disponibilizou no seu site e página de facebook uma nota sobre a situação em questão.

Nesta nota é feito um resumo do processo, desde o projecto para a construção de uma nova igreja e centro paroquial no chamado “quadradinho verde” até à situação actual. É ainda descrito o projecto para o futuro Centro Paroquial.

Leia o texto na íntegra:

 

Nota aos paroquianos sobre o desejado Centro Paroquial

Caríssimos paroquianos:

Dois anos depois, a nova localização do desejado Centro Paroquial da Igreja de Telheiras, na Estrada de Telheiras, chega agora à fase da «discussão pública».

Vamos recordar sumariamente como chegámos até aqui.

1. Ao fim de vários anos de conversações, em junho de 2017, a CML, por acordo assinado com a Igreja de Telheiras e com o aval do Patriarcado, e depois de feitas as consultas e discussões públicas que a lei estabelece, cedeu o terreno denominado K0 (também conhecido por “quadradinho verde”).

2. Havia 2 objetivos que a nova construção permitia alcançar.

Primeiro, melhorar e ampliar o espaço para as pessoas poderem adorar a Deus e celebrar o culto em benefício de todos, incluindo a oração e funeral dos nossos defuntos.

Segundo, permitir um serviço de ajuda aos necessitados, independentemente do seu credo, em especial às pessoas idosas da paróquia. Elaborou-se o programa, receberam-se propostas, escolheu-se o projeto a executar, apurou-se a estimativa de custo e traçaram-se os primeiros planos para financiamento.

3. Foi então que surgiram vozes a questionar, não a legalidade e correção desse processo, mas a sua conveniência e oportunidade para aquela localização, em termos que foram publicados por vários meios de comunicação e em várias ocasiões.

4. Procurámos então, em diálogo com várias instâncias, a começar pela CML e sempre em articulação com o Patriarcado, um caminho que levasse a uma solução que correspondesse às preocupações em jogo.

5. Foi por esse caminho que se chegou à nova localização proposta pela CML, que foi possível porque, além da atuação empenhada da autarquia, a paróquia aceitou:

a) manter como lugar de culto somente a atual e antiga Igreja da Porta do Céu, prescindindo da construção de uma nova igreja;

b) mudar o futuro Centro Paroquial para um novo terreno, na Estrada de Telheiras, com área suficiente embora significativamente menor por comparação com a área do terreno que atualmente lhe está juridicamente destinado pelo acordo de 2017.

6. Testemunhamos que nas muitas interações com a CML, a equipa da autarquia acompanhou o caminho longo deste processo sempre com notável paciência e dedicação: com sincera vontade de enfrentar as dificuldades de forma construtiva, o que exigiu, da sua parte, muito trabalho. Fica aqui o registo da nossa admiração e do nosso agradecimento.

7. Nessa laboriosa procura, procuraram-se sempre soluções que, até onde fosse possível, evitassem incómodos desnecessários para outros.

Foram asseguradas: a incolumidade das hortas, que desde o início, tanto a autarquia como a Junta de Freguesia do Lumiar nunca puseram em causa e que, obviamente, permanecerão tal como estão; sabemos que existe uma localização condigna alternativa para o parque canino (solução da iniciativa da Junta de Freguesia do Lumiar, a quem fica aqui o agradecimento na pessoa do seu Presidente, não apenas pela questão do parque mas por todas as diligências deste longo processo); a limitação de cércea da nova construção na zona mais próxima ao condomínio vizinho; e a integração do novo projeto no contexto urbanístico do local. Foram também consultados o Metro de Lisboa e a Direção Geral do Património.

8. Neste longo caminho nunca puderam ser consideradas as hipóteses em que o terreno pertence a outros que não a CML ou a Paróquia.

Porque por vezes é referido e por isso importa voltar a esclarecer: é o caso do antigo convento adossado à Igreja da Porta do Céu, que nem é da CML nem é da Paróquia.

 

O que desejamos construir?

  • Um centro de apoio a pessoas idosas. Em Lisboa vivem sozinhas cerca de 45.000 pessoas com mais de 60 anos (Fonte: Retrato de Lisboa, FFMS, 2011). Em Telheiras, sabemos de muitas situações que necessitam do apoio de outros, e que a paróquia também quer dar. O confinamento devido à Pandemia do Covid-19, confirmou essa convicção.
  • Salas de catequese, de estudo, biblioteca, que vão permitir melhor adaptação de horários às necessidades das famílias.
  • O Centro levará anexo a residência paroquial que, embora para a atual equipa sacerdotal não seja necessária, permitirá ao Patriarcado garantir alojamento para qualquer sacerdote, seja pároco ou visitante.
  • Salão paroquial amplo. Permitirá a interação dos diferentes grupos da paróquia, que também pela falta de espaço se conhecem pouco. Num anexo ao centro, haverá capelas mortuárias para o bom acolhimento em momentos de grande dor, que convidem a viver esses momentos com dignidade e respeito pela dor de todos.

 

Esta visão de conjunto permite sentir melhor o ponto em que estamos.

Estaremos disponíveis para dar mais esclarecimentos. Para tanto basta:
a) escrever para o mail da paróquia: paroquia.telheiras@gmail.com
b) ou falar comigo presencialmente.

Com toda a amizade,

Pe. João Paulo Pimentel

/ Junho 26, 2020

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