Viver Telheiras

Pedalar em família, parte 2 – Até onde podemos ir, pedalando?

O Ciclista Urbano / Junho 11, 2013

Escolher o destino pode ser um desafio, ao início. Os trajectos normais, parecem sempre tão inacessíveis para um ciclista principiante. É normal começar-se sem destino, com o único objectivo de ir dar uma volta e desfrutar do passeio. Começar a pedalar pelo bairro também é uma ideia e o Domingo é o melhor dia para o fazer, normalmente.

Com o aumento da destreza e da percepção das reais capacidades físicas aumenta a confiança e começam-se a planear trajectos mais ambiciosos. Aquela visita ao amigo num Domingo, ou aquela tarefa aborrecida num final de tarde depois do trabalho, podem perfeitamente ser feitas de bicicleta. Com os miúdos é a mesma coisa. Começam a ziguezaguear mas rapidamente estão certinhos e encaixados no grupo.

Com o aumento do tamanho dos trajectos vem, normalmente, uma maior exposição aos riscos, provocados pelo trânsito, mas não só, pois até uma porta de um automóvel estacionado que se abre sem aviso pode ser bastante perigosa.

Para minimizar riscos, não se deve andar encostado à berma/ aos automóveis estacionados, para evitar sarjetas, portas que se podem abrir e, sobretudo para evitar que os automóveis que circulam na nossa via façam razias, assumindo que o ciclista nem sequer está na faixa. Ocupar parte da faixa, apesar de contra-intuitivo, é sem dúvida a melhor “dica” se pode dar a quem está a começar. Abranda o trânsito na rectaguarda, obrigando-o a fazer ultrapassagem mais controlada.

As crianças devem andar à frente e do lado direito do ciclista mais experiente do grupo, mas sem se encostar à berma, claro. Obedecer a uma voz de comando é determinante, pois são crianças e não conhecem os riscos que estão envolvidos.

O meu filho mais novo, de 6 anos, apesar de andar melhor de bicicleta do que a irmã andava com a mesma idade, não costuma andar muito desta forma pois a sua imaturidade faz com que tenha comportamentos de risco como, por exemplo, querer fazer corridas e ir sempre à frente de todos.

Voltando aos destinos e ao título do artigo, não há limites. Pode começar-se por ir até ao Parque das Conchas no Lumiar, dar uma volta ao Campo Grande e Estádio Universitário – a minha filha foi lá com 5 anos e ainda hoje se lembra, 5 anos depois.
Em Lisboa pode andar-se com bicicletas dentro do Metropolitano ao fim de semana, por isso toda a cidade está à mercê de ser conquistada por ciclistas menos experientes, com essa ajuda.

Um pouco mais longe, mas altamente compensadoras, Setúbal e Tróia estão a uma distância curta, se considerarmos que o comboio se apanha em Entre-Campos e em Setúbal se chega com relativa facilidade ao Ferryboat para Tróia. Exige planeamento e logística, mas pode ser feito.

Pode parecer difícil ir até Tróia, mas não o é. Já o fiz com a minha família e com uma família de amigos sem qualquer experiência de utilização da bicicleta como meio de transporte, com crianças de 6 e 9 anos e correu às mil maravilhas. Requer planeamento, mas pode ser feito.

Numa fase mais avançada, quando já todos os membros da família se sentirem à vontade com a bicicleta, com as mudanças, tiverem um ritmo aceitável para pedalar mais tempo, aparece uma modalidade que é a mais interessante de todas para as famílias, na minha opinião, o Cicloturismo. Fazer férias desta maneira é o ponto alto em termos de distância e, proporcionalmente, também na satisfação que dá. Com tendas ou a dormir em Hotel, viajar de bicicleta com autonomia permite uma vivência com um grau de liberdade que, por vezes, pode ser tão inspirador e influente que acaba por mudar as nossas vidas e valores.

Pedalar longas distâncias permite que tudo o que nos rodeia seja absorvido, ao contrário dos meios de transportes mais rápidos onde a viagem é apenas um frete.

O importante é começar.

Numa próxima oportunidade partilharei algumas das aventuras que eu a minha família tivemos de bicicleta. Fiquem atentos.
Boas pedaladas, seja à volta do quarteirão, seja percorrendo o pais e o mundo.

César Marques

O Ciclista Urbano / Junho 11, 2013

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