Viver Telheiras

PQ. APCL: um Espaço para integrar

/ Novembro 26, 2015

Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa é membro da Parceria Local de Telheiras. Durante duas semanas, está em destaque no Viver Telheiras. É o Parceiro da Quinzena. Conheça o bairro e as pessoas que lhe dão vida!

O edifício é discreto e quase vira costas ao bairro. Mas é mesmo só o edifício. O Espaço 7 Ofícios sorri a quem lá entra. No jornal de parede, à entrada, lêem-se as histórias que fazem os dias de quem passa por ali. Uma viagem aos Açores, as aventuras de dança pelo mundo da Companhia Integrada Multidisciplinar, e muito mais havia para contar.

Espaço 7 Ofícios é um dos equipamentos da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa. Nasceu em 1992 para dar resposta à vertente laboral das pessoas com deficiência. Às que é possível integrar no mercado de trabalho, capacitá-las de ferramentas. Às outras, ocupá-las com tarefas que tenham produtividade.

São 35 formandos e 25 utentes do centro de actividades ocupacionais num espaço que dizem ser pequeno demais. Todos os dias passam por ali 70 pessoas. A trabalhar, a almoçar, a estudar.

Mas aqui não falta alegria. A montagem de bucins no centro de actividades ocupacionais é um acontecimento. Chegam em peças soltas. Saem montados, prontos para voltar para a fábrica. E são um “sucesso”, conta Cláudia Figueiredo, coordenadora do Espaço 7 Ofícios. A empresa com quem foi estabelecido o protocolo garante que ali estão os trabalhadores mais cumpridores. E o segredo do sucesso está no trabalho em equipa. “Ajudam-se muito uns aos outros”, diz Cláudia.

Mas não é só de bucins que os dias são feitos. Longe disso. Durante toda a semana, contam-se ateliers de expressão plástica, música e cozinha. Até há uma horta comunitária para cuidar. E claro, a quinta-feira é dia de saída sociocultural.

Formar para integrar

Ao mesmo tempo, aquele também é um lugar de estudo. São 35 os formandos do curso de assistente administrativo. Um curso com a duração de 3600 horas e que dá equivalência ao 9º ano.

Linguagem e Comunicação, Cidadania e Empregabilidade, Tecnologias da Informação e Comunicação  são apenas algumas das disciplinas . O objectivo é capacitar as pessoas com deficiência com ferramentas para o mercado de trabalho.

A formação é feita em duas fases. A primeira, em sala de aula com componentes teóricas e práticas. A segunda, em contexto de trabalho: o estágio.

Esta última fase visa proporcionar uma experiência real em contexto de trabalho para assim melhorar as competências de cada formando no domínio dos saberes fazer, ser e estar. É a etapa “mais complicada” de concretizar, conta Jorge Costa, o coordenador da formação profissional. Especialmente em tempo de crise. “Há um factor de desconfiança em relação ao futuro”, explica Jorge. E sempre “medo de se perder tempo”. Mas a ideia é também sensibilizar as entidades.

A Parceria que faz pontes

E o equipamento não é uma ilha. O Espaço 7 Ofícios integra a Parceria Local desde o início, há mais de dois anos. Cláudia Figueiredo só conta vantagens. A “integração na comunidade, a visibilidade, a interacção com outras entidades, a participação em eventos de rua, e a aproximação à Junta de Freguesia do Lumiar”.

Tudo para concretizar sempre e mais o objectivo a que se propõe: apoiar a construção e a concretização do projecto de vida de quem passa por ali, visando sempre que possível a sua inclusão na vida activa.

/ Novembro 26, 2015

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