Viver Telheiras

Que lindas, que lindas estão as nossas hortas!

Histórias do Parque Hortícola / Janeiro 8, 2014

Deve-se confiar alguma coisa ao acaso. “Bela, Nela já viram que abriu concurso da CML para as hortas, aqui em frente? E se fizéssemos uma parceria? Paula, também quero… E eu? Na Hungria até cheguei a ter uma disciplina no liceu de agricultura…”

E foi assim, por um mero acaso, e também porque o que tem que ser tem muita força que em Dezembro de 2012, nos foi atribuído um talhão, uma espécie de prenda de natal antecipada, naquele espaço onde, há trinta anos atrás, nós próprias íamos comprar legumes, flores… (Só de pensar que chegou a estar afixado o desenho dos prédios que seriam construídos naquele terreno, Vade retro ó Satanás!)

120 metros para as Seis Marias: Bela, Dina, Ilona, Manuel, Nela e Paula

Nos primeiros tempos, debaixo de águas mil, os trabalhos foram duros: cavar, cavar fundo, tirar todo o lixo para preparar a terra para as sementeiras e plantações. (E que pressa tínhamos de começar a plantar para colher os nossos produtos! ) Mas podem crer a fadiga é a melhor almofada! Depois entre leituras, apontamentos das acções de formação de frequência obrigatória promovidas pela CML sobre as Hortas e o modo de produção biológico fomos, quão formiguinhas trabalhadoras, aprendendo, um pouquinho…, de como e quando semear, como tratar das pragas, como manter uma horta, etc. Mas sobretudo e porque entre amigos (e vizinhos, diremos nós…) não há segredos, quanta informação, conhecimentos e sabedoria (Bem vindo, Rodrigo!) nos têm sido passados pelos companheiros hortelãos!

E que dizer da alegria da colheita? Courgettes, tomates, beringelas, alfaces, couves (galegas, portuguesas, chinesas, sei lá…), acelgas, espinafres, cebolas, alhos, cenouras entre tantos outros produtos que nos permitiram quase uma economia autossuficiente!!!! É que no poupar é que está o ganho e quando a barriga está cheia, o coração fica contente!

Mas não tenham ilusões, a dança sai da pança. Sempre, sempre muito trabalho, independentemente da estação do ano: ou é a rega, ou é a poda, ou é a monda… à chuva, ao sol ou ao vento. Mas como quem corre por gosto não cansa….

É bom mexer na terra, (re)inventar as rotinas, consumir produtos com um sabor surpreendente, é bom conhecer os vizinhos com que nos cruzamos há anos e anos sem nunca nos termos falado, é bom fazer novos amigos!

Devagar, devagarinho porque Roma e Pavia não se fizeram num dia, fomos ganhando a confiança do Bairro, conquistando a simpatia dos seus habitantes que nos procuram, “Será que ainda há algum talhãozinho? Adorava!”, nos questionam sobre a evolução das culturas, nos dão conselhos e nos dão os parabéns pela capacidade de transformar um espaço de lixeira num Parque Hortícola cinco estrelas.

E como não há duas sem três não podemos esquecer os nossos cães maravilhosos: a Xica, labradora, que pacificamente se senta à porta da horta à espera da sua dona, o cão do António que aproveita a ocasião para dar as suas voltas pelo bairro, e a cadela pastor alemão, inteligentíssima, dos jovens do talhão do lado.

Sabemos que a beleza está nos olhos de quem a vê, mas digam lá, não é verdade que as nossas hortas estão lindas, lindas?

Que lindas, que lindas estão as nossas hortas!

Paula Folhadela (A(h)orta do Coração/Talhão 3), Parque Hortícola de Telheiras

Imagem: Alfaces das hortas urbanas – aguarela LM

Histórias do Parque Hortícola / Janeiro 8, 2014

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