Viver Telheiras

Treino, para que te quero? (2ª parte)

Cães, gatos e outros factos / Setembro 15, 2015

Pode ler a primeira parte desta crónica aqui.

Porque é que um cão irá decidir vir ter comigo quando está entretido com outros no jardim? Possíveis respostas:

1. Porque sou eu que mando. (…) A aprendizagem que há aqui é: Esta pessoa é perigosa quando eu faço determinado comportamento. É uma aprendizagem que só funciona se o cão sente que pode estar em perigo. Felizmente, a maioria de nós não tem intenções ou aptidões para amedrontar os seus cães.

2. Porque tem que ser. | Porque eu quero. (…) Estas premissas são ainda mais difíceis de passar para a prática. Não tenho dúvidas que o meu sobrinho de dois anos gosta muito de mim, mas se eu lhe disser que ele tem que fazer algo “porque eu quero” é muito pouco provável que isso contribua para mudar alguma coisa. Naturalmente, com a minha cadela é ainda menos provável.

3. Porque gosta de o fazer. Jackpot!

Se tenho um cão treinado, que já associa a palavra “aqui” a vir ter comigo, mas que não tem medo de não o fazer e não percebe conceitos complexos como “dever”, como posso fazer para que ele goste de vir quando o chamo?

A resposta é fácil. Mas é temida por todos como se se tratasse de algo vergonhoso e indecente: Damos-lhe algo que ele prefira mais do que aquilo que ele tem no momento. Por exemplo, um biscoito. Que indignação!..

Não desespere, tenho boas notícias! Os cães são animais de hábitos e, como tal, ganham o gosto de repetir os comportamentos que costumam fazer no dia-a-dia. Não precisamos de ficar subjugados aos biscoitos para sempre. É divertido, mas não é tão útil que o cão sente, deite e venha ter comigo porque está interessado em receber algo em troca. Assim, teremos que treinar (leia-se recompensar) o tempo suficiente até que o comportamento se torne um hábito agradável e não seja algo feito com vista no prémio. Exige muita repetição e coerência. É um processo, e como tal, demora tempo. E temos que ser nós (os donos) a fazê-lo. Se em 14 passeios semanais, em apenas um deles, com o treinador, é que levamos biscoitos para premiar o nosso cão é difícil criar hábitos.

Treino, para que te quero? Para criar bons hábitos. Hábitos como ser previsível, saber estar de forma tranquila onde tem que ser, e corresponder ao que lhe é pedido.

 A ter em conta:

- Não precisa de recompensar com biscoitos, pode ser com ração, bolas, deixá-lo cheirar a relva, correr, brincar com outros cães… o que o seu cão gostar de receber no momento em que fez o comportamento certo.

- Qualquer comportamento recompensado frequentemente tem potencial para se tornar um hábito. Esta regra também inclui os comportamentos que não queremos, como ir ter com outros cães enquanto se ouve o dono a chamar “Aqui!”. Assim, teremos que condicionar o nosso cão para que não seja recompensado por fazer algo errado, como por exemplo, deixá-lo de trela se é provável que ele não venha à chamada.

- Para ser bem sucedido tem que ensinar o seu cão a associar o comportamento ao som (“aqui”) e não à presença de recompensas (ver o biscoito na nossa mão).

Além da Trela

Além da Trela tem como missão promover uma relação excelente entre donos e os seus cães, com base na confiança, respeito e alegria, através de técnicas positivas de aprendizagem.

 

 

Cães, gatos e outros factos / Setembro 15, 2015
  • Virtualix

    Quando os donos não entendem conceitos simples como “O dever de recolher os dejetos dos seus próprios cães”, como podem exigir conceitos mais complexos aos seus animais?!

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